A primeira providência a ser tomada, em todos os casos, é retirar os alimentos ricos em gordura, principalmente gorduras saturadas, que são aquelas que se acumulam nas artérias sob a forma de colesterol e, portanto, fazem mal a saúde. Dentre os alimentos que mais comumente aparecem nas minhas consultas e logo de imediato eu retiro da alimentação posso citar: manteiga ou margarina, presunto, mortadela, queijos amarelos, catupiry, salame, bacon, lingüiça, frituras em geral (incluindo batata frita, bife frito ou salgadinhos, por exemplo), leite integral, molho branco ou quatro queijos ou qualquer um que contenha creme de leite ou maionese. Lembre-se que estão incluídas nesta lista, todas as preparações que contenham os itens supracitados. Praticamente tudo que foi retirado será substituído por opções mais saudáveis, como por exemplo, queijos brancos, frios a base de peru, molho de tomate para as massas e etc.
Outro ponto importante a ser avaliado refere-se ao número de refeições feitas no dia. Normalmente aconselha-se fazer um café da manhã ou desjejum, um lanche entre esta refeição e o almoço, chamado colação, o almoço, um ou dois lanches à tarde, dependendo do horário de praticar a atividade física, e o jantar. Isto porque para mantermos nosso metabolismo ativo, precisamos fazer várias refeições ao dia, pois ao digeri-las o organismo está gastando calorias. Além disto, quando passamos muito tempo em jejum, ativamos no organismo um mecanismo de não gastar calorias, havendo nesta situação uma diminuição do seu gasto calórico diário, nada desejado nos casos de emagrecimento. Por outro lado, para reverter o quadro de hipoglicemia (queda dos níveis de açúcar do sangue) presente nestas situações de jejum, o organismo acaba lançando mão de suas reservas corporais tanto de gordura quanto de massa muscular, o que prejudica aqueles indivíduos que estão objetivando o ganho de músculos. Ou seja, para qualquer um dos objetivos estéticos procurados em academias, tanto de redução do percentual de gordura, quanto aumento de massa muscular, o jejum prolongado deverá ser evitado.
O terceiro ponto se refere à falta de vitaminas e minerais. Precisamos ingerir os mesmos através da alimentação, porque nós não os produzimos no organismo. Na nossa alimentação, o grupo de alimentos que fornece estes nutrientes são basicamente os legumes, as verduras e frutas. As vitaminas e minerais são considerados como matéria prima para o nosso organismo, sendo utilizados no metabolismo em geral e na formação de enzimas, sendo fundamentais para o desenvolvimento muscular e/ou para a redução de gordura. Uma dica interessante seria consumir estes alimentos distribuídos em porções ao longo do dia. Além disto, eu incentivo, mesmo para quem só deseja aumentar massa muscular, a fazer um prato separado de salada de Vegetal folhosos de entrada, com objetivo de fornecer fibras (que melhoram função intestinal e a absorção de nutrientes) e, principalmente pelo fornecimento de vitaminas e minerais em quantidade. Além disto, um aumento na ingestão destes nutrientes propicia uma melhora generalizada no organismo, tais como: pele, unhas, cabelo, bem estar, cansaço, disposição para o dia a dia e para a malhação.
De um modo geral, estes são aspectos abordados com freqüência em minhas consultas. Para saber de que maneira combinar todos estas observações, com a sua rotina e com seus hábitos alimentares, marque uma consulta com a nutricionista da academia, para que possa ser elaborado um programa alimentar de acordo com os seus objetivos.
Dra Tatiana Ogheri
(Nutricionista – CRN 991001621)
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